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Instrumentos psicológicos mais conhecidos e utilizados por estudantes e profissionais de psicologia

Well-know psychological instruments used by psychology students and professional

Ana Paula Porto Noronha1 ; Flávia Nunes de Moraes Beraldo*2; Katya Luciane de Oliveira3

Universidade São Francisco

*UNIFENAS


RESUMO

O presente estudo objetivou identificar os instrumentos psicológicos mais conhecidos por estudantes e profissionais de psicologia e levantar os instrumentos mais utilizados pela amostra. Participaram 82 alunos último-anistas, de uma universidade particular do interior paulista e 52 profissionais. O material utilizado constituiu-se de uma relação de instrumentos de avaliação psicológica e a tarefa dos sujeitos era assinalar os instrumentos conhecidos, os utilizados, e os desconhecidos. A aplicação se deu no próprio período de aula, com a respectiva autorização da coordenação e dos professores. Para a coleta dos dados dos profissionais formados, os questionários foram enviados pelo correio, pois o instrumento é auto-aplicável. Os resultados indicaram uma diferença entre os grupos no que diz respeito aos instrumentos mais conhecidos e utilizados por estudantes e profissionais. Estudos comprovam que alguns dos instrumentos mais conhecidos são também os mais freqüentes nos cursos de formação de psicologia. Sugere-se que novas pesquisas desta natureza sejam realizadas.

Palavras Chave: Avaliação psicológica, Instrumentos psicológicos, Testes psicológicos.


ABSTRACT

This study aimed to identify well-know psychology instruments used by psychology students and professionals and list used instruments in the sample. 82 senior students in a private university of São Paulo countryside participated in the study along with 52 professionals. The material used in this study comprised a setoff psychological assessment instruments and the task assigned to subjects was to check know, used and unknown tools. The task was performed during class hours, authorized by teachers and coordination. To collect data from majored professional, questionnaires were sent by mail because it is a self-applied questionnaire. Results indicated a difference between the 2 groups concerning well-know and used instruments by students and professionals. Studies show that some well-known instruments are also the most frequent in psychology courses. New researches on this topic should be done to gather further data.

Keywords: Psychological assessment, Psychological instruments, Psychological tests.


 

INTRODUÇÃO

Avaliação psicológica é um processo de coleta de dados, cuja realização inclui métodos e técnicas de investigação. Os testes psicológicos, por sua vez, são instrumentos exclusivos do psicólogo e são úteis à medida que, quando utilizados adequadamente, podem oferecer informações importantes sobre os testandos.

Embora na literatura haja registros de que os primeiros testes simples, com estruturas frágeis, tenham sido criados no final do século XIX e apesar de haver mais de um século de história na área, os instrumentos atuais ainda apresentam falhas e sofrem críticas. Para Almeida (1999) os instrumentos psicológicos não acompanharam o desenvolvimento das demais áreas de conhecimento, como a informática ou a tecnologia, tendo em vista que os instrumentos atuais muito se aproximam dos iniciais.

Em contrapartida, há perspectivas para a superação das dificuldades apresentadas, pois segundo Sisto, Sbardelini e Primi (2001) tal quadro parece estar sendo revertido, considerando que o Conselho Assessor de Psicologia no CNPq definiu a subárea de “Fundamentos e Medidas em Psicologia” como uma das cinco, dentre dez existentes, que mereceriam atenção e investimentos, o que pode gerar um avanço na área. A

Formação Profissional em Avaliação Psicológica

Formar profissionais competentes não é tarefa fácil. A cada ano muitos psicólogos se formam e devem desenvolver atividades pertinentes à sua atuação profissional, o que inclui a realização da avaliação psicológica; tal atividade representa a psicologia e a difunde na sociedade. Portanto é importante que haja esmero neste trabalho e em todos os outros, a fim de que a ciência psicológica seja mais divulgada reconhecida.

No Brasil, os psicólogos se formam nos cursos promovidos por instituições de ensino superior, com duração de dez/doze semestres, para cursos diurnos/noturnos e, segundo Pfromm Netto (1991), a preparação possui os seguintes objetivos: atender às necessidades do profissional para a atuação; proporcionar ao aluno um conjunto amplo e diversificado de conhecimento, habilidades, atitudes e procedimentos; contribuir para com o processo científico e estimular a produção brasileira de conhecimento.

Embora tais objetivos tenham sido traçados para a formação geral em psicologia, também são pertinentes para a formação específica em avaliação ou em qualquer outra área de conhecimento, considerando que o psicólogo avaliador deve estar preparado para as demandas do mercado profissional, deve conhecer profundamente conceitos teóricos e metodológicos fundamentais e deve contribuir para o progresso da avaliação psicológica.

No entanto, na prática, nem sempre é isto que se encontra. Segundo Buettner (1997) “o que observamos é que o aluno sai da universidade sem a competência necessária para o exercício profissional. Os cursos de graduação, mesmo quando propiciam uma boa formação, o que não ocorre com a grande maioria, enfocam uma formação básica e genérica” (p. 16). Witter, Witter, Yukmitsu e Gonçalves (1992) enfocam que a formação universitária do psicólogo muitas vezes não é ideal, evidenciando a necessidade da busca de um curso de pósgraduação que em parte seria remediativo, porém poucos são os profissionais que buscam uma especialização.

Corroborando a afirmação, Cardoso (1994) aponta que a educação superior não deve ser entendida como oportunidade de emprego, tendo em vista a qualificação recebida pelo o aluno durante o curso superior, pois de uma forma geral, os alunos chegam ao final do curso com sérias deficiências nas questões teóricas e metodológicas o que resulta em uma baixa qualificação no mercado profissional.

Atualmente a profissão sofre com a constante concorrência de outros profissionais que atuam nos mais diversificados setores como escolas, empresas entre outros. Em parte o profissional tem uma grande contribuição quanto a esta situação, pois quando do término da graduação, os profissionais não dão continuidade à formação, a fim de melhor qualificação profissional. Um profissional desqualificado contribui para uma imagem negativa da profissão. Dentro desta perspectiva, Witter e cols. (1992) destacam que toda profissão tem uma imagem social e com o psicólogo não poderia ser diferente, sendo que tal imagem é construída pelo profissional e está diretamente relacionada com o respeito, autoridade, confiança e espaço de atuação.

Ainda em relação à formação do psicólogo, no trabalho desenvolvido por Rocha Jr. e Sá (1997) pertinente à análise dos currículos de psicologia, de nove universidades brasileiras, verificou-se que a pesquisa e a extensão deveriam estar mais presentes nos cursos, que a formação se volta mais para ações curativas, que preventivas, que a formação é generalista e que, segundo os alunos entrevistados, o currículo não é integrado.

Discussões sobre a questão da formação do psicólogo na psicologia ou especificamente na área de avaliação psicológica não têm faltado. E, segundo Witter (1996) têm interessado aos pesquisadores nacionais e internacionais, uma vez que vêm consolidar as questões relativas à formação e atuação profissional, para que as práticas profissionais se mantenham críticas, atualizadas e atentas às necessidades sociais. Alguns estudos versam sobre a crença de que os testes deveriam ser ensinados de forma integrada com os outros conceitos psicológicos (Kroeff, 1998). Jacquemin (1995) defende que deve existir uma programação mínima básica para a formação e que seja priorizada a qualidade do ensino, e não a quantidade de testes ensinados; e Hays e Wellard (1998) acreditam que é evidente a necessidade de continuidade dos estudos após a graduação, em relação à área.

Portanto, os estudos revelam a necessária modificação em relação aos currículos existentes nas instituições brasileiras de ensino superior, em relação à metodologia de ensino utilizada (quantidade ou qualidade) e à criação de cursos de pós-graduação na área. Já em relação aos alunos parece também haver necessidade de maior compromisso com a sua preparação profissional, uma vez que estudos revelam que a proficiência em disciplinas de T.E.P. depende de fatores relacionados aos alunos como motivação, freqüência às aulas, participação, capacidade de raciocínio e integração ao ensino superior, dentre outros; e de fatores relacionados à complexidade do conteúdo ensinado (Primi & Munhóz, 1998).

Testes Psicológicos

Os testes psicológicos, apesar de se constituírem em instrumentos úteis ao psicólogo, recebem muitas críticas e vêm sendo questionados. Dentre os estudos recentes que se destinaram a estudar o status do instrumento psicológico, destaca-se o de Noronha (1999) que identificou que grande parte da amostra de psicólogos estudada não utiliza testes psicológicos e que dentre os problemas listados, encontra-se a própria fragilidade do material, o uso inadequado dele e a formação profissional insatisfatória em relação à área. Em outro estudo desenvolvido por Azevedo, Almeida, Pasquali e Veiga (1996), o baixo teor científico dos testes foi denunciado, além da urgente necessidade de melhoria. Almeida, Prieto, Muñiz e Bartram (1998) revelaram que usar materiais inadequados para os objetivos da avaliação, xerocar folhas de resposta, realizar avaliações incorretas, não ter clareza das limitações dos instrumentos, usar testes não adaptados para as diferentes realidades, dentre outros, são os problemas mais delatados na prática dos testes.

Na literatura internacional são freqüentes os estudos sobre o tema. Numa consulta ao PsycINFO (1999- 2000) é possível encontrar 27554 artigos na área de psicologia, sendo que 11275 são relativos à testes. Já no trabalho desenvolvido por Alchieri e Scheffel (2000) com o objetivo de documentar e resgatar a produção científica brasileira em periódicos nacionais na área de psicologia, foram encontrados 1090 artigos sobre avaliação psicológica num período de seis décadas (1930-1999). Como se vê é urgente a necessidade de estudos científicos na área, portanto, tendo em vista as questões destacadas o presente trabalho teve como objetivo avaliar o conhecimento que psicólogos e formandos em psicologia têm a respeito dos instrumentos psicológicos. Além disto, o estudo pretende listar os instrumentos mais utilizados pelos sujeitos na sua prática profissional.

 

MÉTODO

Participantes

Participaram como sujeitos deste estudo 134 indivíduos entre estudantes de psicologia e psicólogos, que foram divididos em dois grupos, a saber:

Grupo I: alunos último anistas do curso de psicologia, de uma instituição de ensino superior particular do interior paulista, representando 61,2% (N=82) da amostra. A idade variou de 21 a 49 anos, com média 26,41 (DP=5,31). Em relação aos gêneros, 7,32% (N= 6) eram do sexo masculino e 92,68% (N= 76) do sexo feminino;

Grupo II: psicólogos, representando 38,8% (N=52) da amostra, com idade variando de 23 a 58 anos e média 34,1 (DP=8,2). Os sujeitos do sexo feminino representaram 84,6% (N=44) da amostra e do sexo masculino, 15,4% (N=8). Os sujeitos são formados em média há 7,6 anos (DP=8,0).

Vale ressaltar que três sujeitos do grupo I não preencheram os dados de identificação e, portanto, não foram computados nestes aspectos. Instrumentos Para a viabilização da pesquisa foi utilizada uma relação elaborada pelas autoras, contendo instrumentos de avaliação psicológica. Na relação estavam presentes 169 instrumentos das seguintes editoras: 49 do CEPA, 50 da VETOR, 16 da CASA DO PSICÓ- LOGO, 12 da EDITES, 8 da CETEPP, 1 da ARTES MÉDICAS, 14 testes estrangeiros, 5 da EDITORIAL PSY, 4 da MESTRE JOU, 1 da MELHORAMENTOS, 1 da ENTRELETRAS e 8 testes de editoras não localizadas.

Os sujeitos tinham quatro possibilidades de resposta para cada instrumento listado, a saber: (a) conheci na graduação / pós-graduação; (b) já utilizei; (c) conheci por procura espontânea; (d) desconheço. Não havia na instrução a obrigatoriedade de que o sujeito assinalasse uma única alternativa por instrumento, portanto as respostas que possuíam mais de uma alternativa foram consideradas, desde que não houvesse incoerências, como o assinalamento de “(a) e (d)”.

Além da relação de instrumentos, o material possuía um quadro para os dados de identificação no que se refere aos seguintes aspectos: idade, sexo, área de atuação e tempo de profissão (no caso de profissionais) e, no caso de alunos, idade e sexo.

Procedimento

Os instrumentos foram aplicados com a devida autorização dos sujeitos. Houve diferentes tipos de procedimento de acordo com os grupos estudados. Para os alunos, os questionários foram aplicados coletivamente, em horário de aula previamente cedida pelo professor, e com a autorização da coordenadora de curso, sendo que a participação era voluntária. As aplicações aconteceram em três salas distintas, de último ano de curso (turnos matutino e noturno).

Para a coleta dos dados dos profissionais formados, os questionários foram enviados pelo correio. Foram encaminhados para 87 psicólogos e foram devolvidos, 48, o que representou 55,2% do total. Juntamente com a relação de instrumentos e a carta de apresentação, foi enviado um envelope selado e etiquetado para facilitar a devolução. Vale ressaltar que fizeram parte do grupo de psicólogos formados 14 alunos de pós-graduação da mesma instituição do grupo de estudantes; para os sujeitos do grupo II, a aplicação foi coletiva, nas mesmas condições do grupo I.

 

RESULTADOS

Após a coleta de dados, os resultados foram organizados em tabelas, de acordo com os objetivos do estudo. A análise foi realizada a partir da freqüência das respostas e das respectivas porcentagens.

Em relação ao primeiro objetivo (identificar os instrumentos psicológicos mais utilizados pelos estudantes e profissionais de psicologia), os resultados revelaram que, para o grupo I, a média de testes conhecidos foi 37,82 (DP=36,87) o que indica um conhecimento de 21,82% da relação apresentada. Os 15 instrumentos com maior freqüência de resposta foram (Tabela 1) : Teste de Apercepção Temática - T.A.T. (97,56%; N=80); Raven – Matrizes Progressivas – escala avançada (95,12%; N=78); O Desenho da Figura Humana (93,9%; N=77); Bender – Teste Gestáltico Viso-Motor (91,46%; N=75); Wartegg, Teste de Apercepção Temática para Crianças – C.A.T. (animais) e Raven – Martrizes Progressivas – escala geral (90,24%; N=74); Teste de Apercepção Temática para Crianças – C.A.T. / humanas (89,02%; N=73); Teste de Zulliger (86,59%; N=71); Escala de Maturidade Mental Columbia – CEPA (81,71%; N=67); Teste da Árvore (80,49%; N=66); Teste de Apercepção Temática para Crianças – suplemento animais, Matrizes Progressivas Coloridas e M.M.P.I. (78,05%; N=64) e WISC (59%; N=71,95). média de testes conhecidos do grupo II foi 48,79 DP=18,2), o que indica um conhecimento de 28,87% da lista de instrumentos apresentada. A Tabela 2 apresenta os instrumentos mais conhecidos pelos sujeitos deste grupo, sendo que os 15 instrumentos mais freqüentemente identificados pelos sujeitos foram: WISC 98,1%; N=51); Rorschach, Teste de Zulliger e Desenho da Figura Humana (98,1%; N=48); Raven – escala geral e escala avançada, Bender e Teste de Apercepção Temática (88,5%; N=46); Teste de Wartegg, C.AT. animal e humano e Teste da Árvore (86,5%; N=45); WISC III, M.M.P.I. e Escala de Maturidade Mental Columbia 82,7%; N=43).

Tais dados estão presentes em outros estudos de natureza semelhante, como o proposto por Alves, Alchieri e Marques (2001), em que T.A.T., Raven, WISC, HTP, C.A.T., Bender e Rorschach aparecem como os testes mais ensinados em 64 cursos de graduação. Por outro lado, no trabalho desenvolvido por Vasconcelos e Toledo de Santana (2001), além de Raven, HTP, Desenho da Figura Humana, T.A.T. e Rorschach, dois outros instrumentos que tiveram porcentagens pequenas no presente estudo, apareceram como parte do conteúdo das disciplinas na Universidade Federal da Paraíba (INV e LIP).

Comparando os resultados dos grupos I e II, observa- se que, da relação de 15 instrumentos mais conhecidos, dois do grupo I (C.A.T. animais suplemento e Matrizes Progressivas Coloridas) não aparecem na lista do grupo II, e vice-versa (Rorschach e WISC III). O destaque vai para o Rorschach que é o segundo mais conhecido (92,3%) entre os sujeitos formados e que não figura entre os mais conhecidos entre alunos último anistas; tal fato certamente se explica pela ausência desses testes na formação dos sujeitos.

Em relação aos instrumentos menos pontuados, os que seguem não foram identificados por nenhum sujeito do grupo de estudantes: Lendo e Escrevendo, STAXI – Inventário de Expressão de Raiva Traço-estado, Teste Prontidão Horizontes, VIG – Bateria Burocrática, Escala de Avaliação do Comportamento Infantil para Professor, Escala Fatorial de Ajustamento Emocional- Neuroticismo e Teste de Quadros para Adolescentes. Já no grupo de psicólogos, três outros instrumentos não foram identificados: OPK – Teste de Agradabilidade Básica, Coordenação Bi-manual e Teste Locus de Controle – Rotter.

Quanto ao segundo objetivo do estudo (identificar os instrumentos mais utilizados pelos sujeitos), os resultados estão apresentados na Tabela 3. Os instrumentos mais utilizados são também os instrumentos mais conhecidos pelos estudantes de uma maneira geral. A seguir encontra-se a seqüência dos instrumentos mais utilizados e entre parênteses apresenta-se a posição em relação aos instrumentos mais conhecidos: Teste de Apercepção Temática – T.A.T. (1), O Desenho da Figura Humana (3), Teste de Zulliger (9), Bender – Teste Gestáltico Viso-Motor (4), Teste da Árvore (11), C.A.T. A (6), Escala de Maturidade Mental Columbia (10), C.A.T. H (8), C.A.T. S (11), Matrizes Progressivas – escala geral (6), Matrizes Progressivas – escala avançada (2), Teste de Wartteg (5), Teste das Fábulas (16), M.M.P.I. (11) e Matrizes Progressivas Coloridas (11).

Quanto aos resultados do grupo II, eles possuem as mesmas características observadas no grupo I, ou seja, os instrumentos mais conhecidos também aparecem como os mais utilizados. Os dados estão apresentados na Tabela 4 e a seguir encontram-se os mais citados: WISC (1); O Desenho da Figura Humana (4); Teste de Apercepção Temática (8); Escala de Maturidade Mental Columbia - CEPA (15); Teste de Wartegg (9); C.A.T. humanas (11); Teste da Árvore (12); Bender (7); Raven- Matrizes Progressivas – escala geral (5); Bateria Fatorial CEPA (21); Raven – Matrizes Progressivas –escala avançada (6); C.A.T. animais (10); M.M.P.I. (14), Rorschach (2) e Inventário de Interesses Angelini e Thurstone. Vale destacar que os valores entre parênteses indicam as posições dos instrumentos mais conhecidos pelos psicólogos.

Comparando os dois grupos, é possível observar que muitos dos instrumentos aparecem como os mais utilizados em ambos os grupos, exceto os seguintes que aparecem como mais freqüentes em apenas um: Teste de Zulliger, C.A.T. animais suplemento, Teste das Fábulas e Matrizes Progressivas Coloridas (grupo I); WISC, Bateria Fatorial CEPA e Rorschach (grupo II).

 

DISCUSSÃO

O presente estudo teve como objetivo identificar os instrumentos mais conhecidos e utilizados pelos psicólogos e por estudantes de psicologia. Constatou-se, a partir da análise dos dados, que os instrumentos mais conhecidos são também os mais utilizados, na grande maioria das vezes, com alguma variação na seqüência apresentada em uma ou outra situação, por ambos os grupos.

Tal constatação, já esperada, confirma a tendência de se reproduzir o conhecido e dominado, e a falta de abertura para o novo. Por mais que isso esteja presente em diferentes áreas de conhecimento, a conseqüência é complicada e desastrosa, pois se perpetua o ensino das mesmas técnicas e não se possibilita que concepções mais recentes sejam integradas à prática profissional, sem que, por outro lado, as boas técnicas antigas sejam valorizadas. Almeida (1999) aponta que o fraco diálogo entre investigadores e profissionais impede o avanço dos testes psicológicos, e que o desenvolvimento deste instrumental está fortemente associado ao desenvolvimento do país, portanto países em ascensão tendem a oferecer melhores e mais novos materiais.

Outro dado merece atenção. A diferença encontrada entre os grupos no que diz respeito ao conhecimento dos instrumentos, revelou-se pequena, o que remete àquela discussão que evidencia que apenas uma parcela da comunidade de psicólogos se atualiza e continua a estudar, enquanto grande parte se satisfaz com os conhecimentos adquiridos na graduação.

Pesquisas futuras poderiam ser realizados a fim de se levantar a qualidade dos instrumentos que estão sendo ensinados nos vários cursos de graduação nas universidades brasileiras, pois como sugere Castro (2001) a avaliação sobre os elementos inerentes ao processo ensinoaprendizagem de disciplinas de avaliação psicológica, é sempre oportuna, uma vez que pode gerar reflexões sobre estratégias de ensino, de forma a valorizar e consolidar o papel das técnicas na formação do psicólogo. No estudo desenvolvido por Wechsler e cols. (2000) entre estudantes universitários, com o objetivo de identificar as necessidades de pesquisa em avaliação psicológica, WISC, Bender, Columbia, HTP e Rorschach foram considerados os testes que mais necessitam de pesquisas no Brasil. Certamente, os sujeitos se basearam nos instrumentos ensinados nas suas respectivas formações profissionais para poder avaliar, o que pode sugerir que o universo de conhecimento é também restrito e parcial.

Em contrapartida, não é exeqüível que muitos ou todos os instrumentos sejam discutidos ao longo da graduação, tendo em vista que o número de instrumentos não permite e que a prioridade é a qualidade de ensino, em detrimento da quantidade de técnicas. Em relação ao tema, Alves (2001) procurou avaliar, de maneira ampla, o ensino das técnicas de exame psicológico. O estudo revelou que os professores ensinam mais instrumentos do que é considerado como básico ou mínimo pelos próprios e que há pouca diferença entre a lista de instrumentos psicológicos efetivamente ensinados e a lista daqueles que foram considerados como mais indicados para o ensino e, sob esta perspectiva, erroneamente poderia se dizer que o ensino em avaliação psicológica está satisfatório.

Para Pasquali (1999) o descrédito que ainda se encontra atualmente em relação aos instrumentos psicológicos, muito se deve à deficiente formação na área. O autor acredita que, embora a pesquisa na área ainda seja incipiente, os poucos pesquisadores que estão trabalhando, de alguma forma, já estão incomodando a classe de psicólogos, no que se refere ao problema da instrumentalização, da qualidade, do uso e da melhoria de testes psicológicos.

O presente estudo constituiu-se num trabalho de levantamento e, embora este tipo de metodologia ainda receba críticas, mudanças se fazem a partir da reflexão de conjuntos de dados que revelam os diferentes estados das áreas de conhecimento. Portanto, estudos desta natureza são ainda importantes na área de avaliação psicológica para que as mudanças aconteçam e sejam pautadas nos dados já estudados.

 

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1 Doutora em Psicologia: ciência e profissão pela PUC-Campinas; Docente do Curso de Psicologia e do Programa de Estudos Pós-graduados
em Psicologia, da Universidade São Francisco, campus Itatiba-SP.
2 Psicóloga, mestranda do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia da Universidade São Francisco e docente da UNIFENAS.
3Psicóloga e mestranda bosista Capes do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia da Universidade São Francisco.

 

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