Tipos de Memória
Há três tipos principais de memória: a Automática, a Afectiva e a
Cognitiva.
Esta é
a memória que se relaciona com os hábitos que possuímos e com a
utilização que damos a certas informações que necessitamos todos os
dias. A esta memória apela algo tão básico como conduzir, mas também
certas coisas como números de telefone. Quando se utiliza um
determinado número todos os dias, é natural que ao fim de algum
tempo ele fique na memória e já não seja necessário consultar a
agenda telefónica. Daqui se retira a ideia de que a prática e a
repetição são fundamentais para a memorização de tal maneira que a
este nível a informação que pretendemos aparece-nos sem que tenhamos
que fazer qualquer esforço para a lembrar.
Esta é
a memória relacionada com as nossas experiências e recordações.
Certo número de informações são obtidas ao longo da nossa vida
através de um contacto mais próximo com certas realidades ou mesmo
em simples conversas que, pela importância de que se revestiram no
momento ficarão connosco durante muito tempo. Desta forma, para que
a memorização seja mais simples pode-se associar a determinadas
informações dados pessoais que nos permitam uma recordação mais
fácil. Deste
princípio retiram-se algumas técnicas de memorização importantes.
Memória O estabelecimento de redes lógicas no nosso pensamento
favorece a reminiscência e a memória dessas relações causais.
Voltamos um pouco ao princípio da compreensão, pois se algo está
claro na nossa mente, é de certa forma mais fácil lembrarmo-nos
disso. Daí que quando falamos muitas vezes em memorização, também
está subjacente uma compreensão, pois é a melhor forma de manter uma
informação durante mais tempo na nossa memória.
- Fases da memorização
a –
Estabelecimento de objectivos
Em
primeiro lugar é necessário enumerar a informação a memorizar e a
sua urgência e aplicação. Assim, podemos estabelecer como objectivo
um teste de uma matéria que irá decorrer daqui a uma semana. A
partir daqui organizamos o tempo que temos disponível de forma a
melhor o rentabilizar.
b –
Selecção
As
matérias a estudar necessitam, à partida, de uma selecção do que é
importante e relevante, uma vez que não é necessário, nem possível,
decorar toda a informação disponível. Deve ser escolhido o material
mais básico a partir do qual se podem estabelecer relações causais
com outras matérias que assim evitamos decorar. Assim como aquilo
que se considera mais provável vir a necessitar.
c –
Elaboração de materiais de trabalho
Consoante a matéria a estudar, assim devem ser elaborados
apontamentos adaptados à situação, curtos, visualmente atractivos e
precisos, onde o processo de memorização se irá basear.
d –
Aplicação das técnicas de memorização
Estas
técnicas serão aprofundadas em seguida, mas existem diversos tipos,
com diferente duração e aplicabilidade a cada caso.
e –
Revisão
Finalmente e antes de se aplicar os conhecimentos estudados, é
necessário certificarmo-nos de que eles foram correctamente
apreendidos e para tal é útil fazer um pequeno teste, quer através
de perguntas que outra pessoa possa fazer, quer através da récita de
todos os conhecimentos decorados. Este teste pode revelar fraquezas
que se podem corrigir antes dos exames.
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