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Es el aprendizaje del estudiante y su participación el logro deseado."
(Unesco, 1995)

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Sin un Método
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estudiar CON un método de aprendizaje o estudiar SIN ese método, es
muy parecido a la diferencia que existe entre una PC que contiene un
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ARTIGOS EM PORTUGUÉS

O PAPEL DA FAMÍLIA
NA APRENDIZAGEM DA LEITURA II
A gramática não ensina assim, mas
a terminologia nos sugere esta educação lingüística pela palavra.
A gramática não diz uma regra morfossintática simples assim como
fizemos acima, como a do emprego do advérbio, sugerida, como
ilustrei, na terminologia da própria palavra, mas uma releitura ou
mesmo na “psicanálise de sua expressão”, de sua de sua terminologia
histórica, herança dos antigos, descobre-se que a nomenclatura da
gramática normativa, normalmente, é motivada, sugestiva, e assim,
acabamos por chegar a uma conclusão da operação lingüística.
A gramática ensina que “antes de P e B não se escreve N e sim M”,
mas não explica nada. Prescreve regras. Entretanto, se repararmos
bem: /b/, /p/ e /m/ são fonemas bilabiais.
O fonema /n/ é linguodental. Por isso, devemos escrever M e não N.
É, pois, uma regra fonológica. Portanto, uma boa explicação do
fenômeno fonético, presente na regra gramatical acima, ensinada
desde cedo no ensino fundamental, promove a consciência
metafonológica da criança.
Desse modo, os pais não devem ter qualquer cerimônia para abrir uma
gramática ou um dicionário escolar na tarefa coadjuvante de ensinar
a língua materna.
Aos filhos, com dislexia escolar, pode um pai ou mãe (ou mesmo um
irmão mais velho) abrir a Gramática, na parte relativa à fonologia,
e ver o quadro das consoantes da língua portuguesa.
As vogais, mais simples, são distribuídas em central (/a/),
anteriores (/ê/, /é/, /i/) e posteriores (/ô/, /ô/ e /u/), sempre
sugerindo uma explicação, uma descrição para o funcionamento dos
fonemas no contexto da palavra.
Por que dizemos, na leitura, /pedru/ se a palavra < Pedro > termina
com a letra o? Lemos os fonemas. Escrevemos as letras. As letras
apenas representam, na escrita, os sons da fala.
A família observará, lendo as gramáticas escolares, como são
classificados os fonemas quanto ao modo e ponto de articulação. Um
exercício operatório com a articulação ou produção dos fonemas é de
grande valor no ensino da lectoescrita. Senão vejamos:
a) Deve, pois, a família, fazer sua educação ou reeducação
lingüística. Articular cada fonema, vogal e consoante. Observar como
o filho está pronunciando os fonemas.
b) Em seguida, pedir para que o filho ou filha olhe o movimento de
seus lábios quando articulam fonemas em algumas palavras do
cotidiano (papai, bola, caderno, faca, tarefa etc). Quem aprende a
olhar, a observar, aprende a teorizar. A palavra teoria, de origem
grega, quer dizer, ao pé da letra, “aquilo que vem do olhar”. Quem
olha aprende a pensar. Quem pensa a língua, quando fala, lê, escuta
ou escreve, é capaz de fazer reflexão metalingüística.
c) Pedir também que imitem sua articulação dos sons das fala é um
modo antigo, tradicional, mas interessante de aprender. Há um ditado
latino que diz: a repetitio studiorum mater est (A repetição é mãe
do conhecimento). A repetição acaba por levá-los, assim, à
consciência dos fonemas.
Um pai ou uma mãe que assim se disponha a ensinar, mesmo não sendo
um(a)pedagogo (a) ou lingüista de formação, poderá, com esse
procedimento, ajudar na formação leitora de seus filhos.
As famílias têm, pois, um importante papel na formação escolar de
seus filhos.
5. Ensino da história da língua materna
Na condição de pais ou educadores, sempre desconfiemos do que pode
estar ocorrendo na formação escolar dos filhos.
Às vezes, a escola deixa de dizer, por negligência ou incompetência,
que as letras do alfabeto surgiram, a 3.000 anos, antes de Cristo.
O “a” ou o “A”, minúsculo ou maiúsculo, foram inspirados na “cabeça
de um boi”; a letra “b” foi inspirada, por sua vez, numa “casa
mediterrânea de teto achatado” e que o “´p” foi motivado, em seu
traçado, por “uma boca” e assim por diante. A escola precisa
desenvolver essa competência lingüística.
Na verdade, quis dizer até aqui o seguinte: a escola precisa
devolver à criança a competência lingüística e metalingüística, para
que cumpra ( a escola) o papel de desenvolver a capacidade do
educando de ler para aprender, de escrever para aprender, de
aprender a aprender.
Revelar que a língua é histórica, que seu alfabeto tem origem grega,
tem influência hebraica, tem marcas dos signos semíticos e traz
também as marcas pictográficas de hieróglifos egípcios, é de extrema
importância para o reconhecimento das letras, para decodificação,
primeira etapa da leitura proficiente.
A história das letras do alfabeto devem fundamentar as aulas de
língua materna na educação infantil e no ensino fundamental.
Assim procedendo, cedo o professor ou pai desconfiará ou
desconfiarão, quando do processo escritor da criança, que um erro na
caligrafia pode ser motivado por questão de lateralidade nos traços
das letras.
A desconfiança docente ou dos pais servirá como boa hipótese
significativa para uma pedagogia compensatória no quadro da
deficiência lingüística.
Refiro-me a uma pedagogia de ensinar coisas simples. Ensinar bem é
ensinar com simplicidade, com objetividade. Aliás, a ciência da
linguagem, a lingüística, se caracteriza pela explicação e descrição
claras dos fenômenos da linguagem.
Vejamos, por exemplo, “p “e “b” como são letras parecidas. Quando a
perninha desce é um “p”, mas quando sobe é um “b”. Subir e descer.
Descer e subir. Espaço. Lateralidade.
fácil para os adultos. Grande complexidade lingüística para as
crianças na educação infantil e no ensino fundamental.
Uma letra (ou grafema) parecida com um outro signo gráfico, mas com
traçado diferente, pode representar, na leitura, um som diferente e,
conseqüentemente, trará significado diferente na produção lexical,
frasal e textual. Fácil, não?
Os professores estudaram os fatos da língua. Sabem disso informações
da aquisição, desenvolvimento e processamento da linguagem. Mas uma
criança aos 9 anos pode não armazenar as informações lingüísticas de
forma eficiente.
Quando não se aprende a grafar bem pode ser uma deficiência de
percepção espacial, de lateralidade. Pode ser, pois, uma deficiência
cognitiva.
6. Desenvolvimento da capacidade de aprender
É preciso que a escola ensine aos educandos, especialmente os da
educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino
médio), como se dá, realmente, o processo de aquisição do
conhecimento da linguagem.
As crianças, desde cedo, precisam entender como se processa, no
cérebro das pessoas, o armazenamento, por longo prazo, das
informações lingüísticas, imprescindíveis para a fala, a escrita, a
leitura e a escuta.
Tal ensinança servirá não só para o ensino da língua materna como
também para as demais disciplinas escolares.
Um cálculo como 34 x 76 tem muito a ensinar além do seu produto
final.
Alguns professores de matemática ou língua materna se concentram no
resultado da instrução ou resolução da questão, no produto, enfim, e
se esqueçam de que o processo é a base mais legítima para uma
avaliação formativa, em que se valoriza cada etapa trabalhada e
vencida pelo aluno.
A avaliação formativa valoriza todos as partes do todo e se volta
para aprendizagem ou o reaprender da criança. A avaliação somativa,
ao contrário, julga o todo por uma parte, por uma parcial no
processo de formação, unicamente com a preocupação de julgar.
Quando pensamos em lectoescrita, uma operação elementar de
multiplicação, por exemplo, chega a ser reveladora do processo
cognitivo a que as crianças estão submetidas na hora de operar
cálculos na mente e no papel (este, uma espécie de prolongamento da
memória operativa), posto que esta operação elementar se efetiva no
cálculo da soma de n parcelas iguais a um número m.
A Matemática e a Escrita estão bem próximas nesse ponto, isto é,
ambas, têm uma natureza processual e cognitiva.
Pois bem, teríamos os seguintes procedimentos no caso da
multiplicação:
a) Distribuição espacial, em diagrama, dos fatores que participam da
operação matemática, isto é, 34 e 76. ;
b) Efetuamos, no segundo momento, a operação entre multiplicador x
multiplicando.
Observar-se-á nesse caso que o multiplicador é o fator que indica
quantas vezes se há de tomar o outro para efetuá-lo. O Multiplicando
é o número que se há de tomar tantas vezes quantas são as unidades
do multiplicador.
c) Por fim, chegaremos ao produto, isto é, o resultado da operação,
da “produção” do cálculo.
A dialética, como fundamento da metodologia processual no ensino-aprendizagem
das habilidades lingüísticas e matemáticas, está presente, portanto,
na matemática elementar ou na produção de texto, discursivo ou
dissertativo.
Um texto, à guisa de uma operação elementar de multiplicação, é um
processo constituído também de fases:
a) Introdução,
b) desenvolvimento e
c) conclusão.
Uma operação de multiplicação de 34 X 76 poderia introduzir uma aula
de produção escrita em que se vai se ensinar e descrever, por
analogia, a estrutura básica e processual de um texto.
Como disse acima, se a escola tem em vista à avaliação, o método
processual, na matemática, na leitura, na escrita ou em qualquer
outra disciplina, há de ser instrumento salutar para professores e
alunos.
No momento da avaliação, a idéia de processo volta a ser o centro da
atenção docente. A avaliação formativa tem como pressuposto o
processo, o reconhecimento de que os meios são importantes para os
fins últimos da aprendizagem.
As crianças precisam aprender e apreender essas informações da
linguagem, da leitura, da escrita e do cálculo, com clareza e de
forma prazerosa, lúdica.
Quem sabe, ensina. Quem ensina, deve saber os conteúdos a serem
repassados, gradualmente, para o aluno. A escola precisa levar as
crianças ao reino da contemplação do conhecimento. Vale o inverso: a
escola deve levar o reino do saber às crianças. As crianças são os
regentes do reino do saber.
Nas ruas, as crianças não aprenderão informações metalingüísticas
como os conceitos de língua, fala, vogal, semivogal, dígrafo etc.
Farão, claro, hipóteses metalingüísticas sobre os fenômenos
fonéticos, as ocorrências fonológicas, morfológicas, sintáticas e
semânticas, extraídas, quase sempre da fala ou da escuta espontâneas.
Uma criança aprende na rua uma expressão “eu tô maluco”, mas só a
escola é capaz de advertir que, na língua culta, a forma ideal, de
uma sociedade letrada, burguesa, é “ eu estou maluco”, mas relativa
que a língua, por sua natureza social, sofre muitas alterações na
sua forma e substância no tempo e no espaço.
Por isso, a escola pode dizer que a língua histórica, por uma série
de transformações lingüísticas (metaplasmos) e estruturais, em
decorrência da dinâmica social e variações diatópica (geográfica) e
diastrática (social) próprias dos idiomas ditos modernos,
transformou uma forma verbal consagrada, pelas gramáticas eruditas,
como “estou”, em “tou” na língua popular e aqui, nesse reino da
língua espontânea, um ditongo em “tou” passou a monotongo em “tô”.
Aprender o funcionamento da língua é muito interessante.
É na escola, com bons professores, que as crianças aprenderão que
informações da metalinguagem da língua materna lhes darão as
competências e habilidades requeridas para a leitura e para a
sociedade do conhecimento, dentro e fora da escola.
Nos lares, a tarefa de reforço do que se aprende na escola se
constitui um complemento importante, desde que os pais se sintam
parte do processo.
Aliás, a educação escolar, de qualidade, comprometida com um ensino
produtivo, é um dever do Estado e das instituições de ensino,
públicas ou privadas.
Doutra maneira, a educação lingüística, do escrever para aprender,
do ler para aprender, é dever, também, repartido e compartilhado por
familiares e instituições educacionais e uma co-responsabilidade
social dos que operam com os saberes sistemáticos, que se voltam
para o desenvolvimento humano, para a qualificação para o trabalho e
para o exercício da cidadania.
Quando nos referimos ao conhecimento, a sociedade, como um todo,
deve engajar-se na tarefa de garantir o acesso ao ensino de
qualidade a todos que desejam conhecer e aprender saberes acumulados
historicamente pela humanidade e favorecer a educação lingüística do
seu povo.
Fim
7. Bibliografia:
1. CAMPS, Anna, RIBAS, Teresa. La evoluación del aprendizaje
de la composición escrita em situación escolar. Madrid: CIDE/MECD,
2000.
2. DOCKRELL, Julie, MCSHANE, John. Crianças com dificuldades de
aprendizagem: uma abordagem cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas,
2000.
3. ELLIS, Andrew W. Leitura, escrita e dislexia: uma análise
cognitiva. Tradução de Dayse Batista. Porto Alegre: Artes Médicas,
l995.
4. FONSECA, Vitor da. Introdução às dificuldades de aprendizagem. 2ª
edição revista e aumentada. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
5. GARCÍA, Jesus Nicasio. Manual de dificuldades de aprendizagem.
Porto Alegre: Artes Médicas, l998.
6. GATÉ, Jean-Pierre. Educar para o sentido da escrita. Tradução de
Maria Elena Ortega Ortiz Assumpção. SP: EDUSC/COMPED/INEP, 2001.
7. GERBER, Adele. Problemas de aprendizagem relacionados à linguagem:
sua natureza e tratamento. Tradução de Sandra Costa. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1996.
8. MASSINI-CAGLIARI, Gladis, CAGLIARI, Luis Carlos. Diante das
letras: a escrita na alfabetização. Campinas, SP: Mercado de Letras/ALB/FAPESP,
1999.
9. PÉREZ, Francisco Carvaja, GARCIA, Joaquín Ramos. Ensinar ou
aprender a ler e a escrever? Porto Alegre: Artes Médicas, 2001.
10. SERAFINI, Maria Teresa. Como escrever textos. Produção de Maria
Augusta Bastos de Mattos. 4ª EDIÇÃO. SP: Globo, l99l.
11. TEBEROSKY, Ana. Psicopedagogia da linguagem escrita. Tradução de
Beatriz Cardoso. 8ª edição. Campinas, SP: UNICAMP/Vozes, 1996
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