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"Lo
fundamental de todo proceso pedagógico es el aprendizaje y no la enseñanza.
Es el aprendizaje del estudiante y su participación el logro deseado."
(Unesco, 1995)

Estudiar
con un Método Vs. Estudiar
Sin un Método
Si hiciéramos una analogía entre tu mente y una PC, la diferencia entre
estudiar CON un método de aprendizaje o estudiar SIN ese método, es
muy parecido a la diferencia que existe entre una PC que contiene un
buen software’ y otra que no lo contiene.
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¿Sabes estudiar
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ARTIGOS EM PORTUGUÉS

O CAMINHO DA
ESCOLA VIRTUAL
UM ENSAIO CARIOCA
INTRODUÇÃO
O presente trabalho representa um resumo do livro “A CAMINHO DA
ESCOLA VIRTUAL”, de autoria de Antonio Carlos de Azevedo Ritto e
Nery Machado Filho, editado em 1995, pela editora Consultor,
Assessoria de Planejamento Ltda., em co-edição com a Faculdade
Carioca. O objetivo é fazer o “fichamento” do referido livro, para
fins de consulta e
referência bibliográfica.
Azevedo Ritto e Machado Filho são professores/pesquisadores da
Faculdade Carioca, e o livro em referência se destinou a construir
um novo paradigma educacional, no campo do ensino à distância, que
servisse de modelo para o “Projeto Universidade Virtual (UNIVIR)” da
Faculdade Carioca.
A Faculdade Carioca foi criada em 1990 e, desde então, conforme
ressalta seu Diretor Geral, professor Celso Niskier, vem se
especializando na oferta de cursos que valorizam o estudo e a
aplicação das novas Tecnologias da Informação. O enfoque básico, diz
o professor Celso Niskier, é a utilização da Internet, partindo da
confluência da informática na Educação com o Ensino à Distância. A
Escola Virtual significa uma alternativa à sala de aula tradicional,
de modo que, conforme acentua o professor Arnaldo Niskier, se possa
criar o “campus universitário do futuro”, levando o professor e o
ensino ao aluno e à empresa, sem condicionamentos ao tempo ou a
lugares específicos, “em sua forma pura, há um consenso do que seria
a educação à distância, ou seja, uma forma de transmissão do saber
prescindindo da presença física do
aluno e, ainda, do tempo e do lugar”.
ESTRUTURA DO LIVRO
Conforme destacam os autores, em sua Introdução, trata-se de uma
opção pedagógica e o projeto apresentado “se insere no busca de
métodos alternativos de educação que utilizem os recursos da
informática na maximização da relação ensino-aprendizagem.” Assim,
dizem eles, “Mais do que implantar a Escola Virtual, estamos fixando
as bases para descobrir a melhor forma de fazê-lo”.
Para alcançar esse resultado, o trabalho de Azevedo Ritto e Machado
Filho se divide praticamente, em duas partes.
A primeira parte cobre todo o campo conceitual, desde a explicitação
de seu Objetivo (cap. 2) e Motivação (cap. 3), até a definição do
paradigma (cap. 4) e da pedagogia (cap. 5) da Escola Virtual.
No capítulo 5 – Pedagogia da Escola Virtual – uma Reflexão, dizem
seus autores
“o que se constata é que não existe uma pedagogia própria que
considere a utilização dos recursos de informática na educação e
menos ainda no que toca às redes e ao ensino online da Escola
Virtual.
Na adoção plena da proposta da Escola Virtual, há que se considerar
que o aluno está distante e só. Todo um ambiente adequado deve ser
cuidadosamente preparado para ele.
Os professores devem adquirir a noção de que aprendizes descobrem e
constróem significados a partir dos ambientes e devem ser
encorajados a repensar sua visão do que significa ensinar”.
“O espaço virtual proporciona um ambiente interativo, suportando
potencialmente uma infinidade de conexões concorrentes, contendo um
conjunto de ferramentas e objetos que, se convenientemente
trabalhados possibilitam a vibração de um interativo e excitante
jogo multi-player. Todos estes são recursos à disposição no espaço
da escola para que o professor possa intensificar o aprendizado.”
No capítulo 6 – Uma Definição Tecnológica para a Escola Virtual, os
autores destacam a importância da rede de comunicações e ressaltam
que
“Os cursos disponibilizados pela escola virtual são constituídos por
informaçoes hipermídia, o que obriga que sua rede possua uma largura
de faixa bastante ampla. Além disto, há a questão da alta densidade
de tráfego existente em seus pontos críticos, a exemplo de algumas
das suas estações servidoras. Em vista disto, na rede da escola
virtual, todas as ligações envolvendo as principais estações
servidoras e as estações cliente com forte demanda de tráfego
hipermídia, serão feitas usando fibra ótica.
As conexões que envolvem as demais estações servidoras e as demais
estações cliente serão realizadas através de par trançado nível 5,
prevendo compatibilidade no futuro com as tecnologias que vierem a
suportar velocidades mais altas para o tráfego das estações.
Além disto, está claro que as características da escola virtual
recomendam que a sua rede seja implementada através da combinação
das tecnologias ATM/ETHERNET ou FDDE/ETHERNET”.
Ainda na primeira parte do livro, os autores consideram as
Contribuições e Benefícios do Projeto Universidade Virtual (cap. 7)
e Uma Estratégia para Começar (cap. 8), acentuando que
“O Projeto Universidade Virtual da Faculdade Carioca produz
contribuições nas dimensões tecnológica e pedagógica, com
consequências na dimensão social.
O projeto pretende contribuir para minimizar ou até reverter uma
consequência socialmente cruel do avanço tecnológico que, cada vez
com mais intensidade, exclui as pessoas das comunidades carentes da
possibilidade da inserção social pela via do conhecimento e da
educação formal.
Na dimensão tecnológica o projeto proporcionará exercícios em todas
as manifestações da informática, incluindo pesquisas na área das
linguagens de programação, ambiente de desenvolvimento de softwares
educacionais, formas de uso e de atuação nas redes, engenharias de
interfaces, ergonomia na busca da melhor e mais adequada relação
homem-máquina no uso das redes para transmissão de conhecimento.
Na dimensão pedagógica as contribuições têm conotações ainda mais
profundas”.
e que
“O projeto aqui detalhado tem grande abrangência e, por sua
complexidade, é necessário que se administre uma delicada fase de
transição. Há que se informatizar as atividades da instituição, há
que prepará-la para a transformação e há que se exercitar
experiências no espaço virtual – e tudo isso simultaneamente como é
próprio do mundo moderno, eletrônico, pós-industrial. Isso não
significa um compromisso incondicional, nem com a modernidade nem
com a tecnologia, nem com a virtualidade. O compromisso é com a
preparação das pessoas pela via do conhecimento”.
A segunda parte do livro de Azevedo Ritto e Machado Filho constitui
o Anexo I, que trata, especificamente, da Faculdade Carioca. Essa é
a parte prática e objetiva do trabalho, o que não dispensou seus
autores de repetir, de forma sucinta, as mesmas conceituações
expostas na primeira parte sobre
- a motivação do projeto
- seus objetivos
- descrição do projeto
- metodologia de desenvolvimento do protótipo
para chegar ao cronograma de desenvolvimento para cada Módulo e cada
Disciplina e ao Cronograma Geral.
O Anexo II trata do “Home-Page” da Faculdade Carioca, explicitando o
conteúdo de cada um de seus ícones e a descrição de seus Cursos.
O anexo III contém Uma Breve História da Internet.
IDÉIAS BÁSICAS
Conforme vimos nos comentários anteriores a idéia básica da Escola
Virtual é uma resposta da Educação ao desafio da Internet. Ou, como
assinalam Azevedo Ritto e Machado Filho
“Uma contribuição da Escola Virtual é aumentar a produtividade da
Escola e proporcionar maior densidade na relação ensino/aprendizagem.
A idéia da Escola Virtual se insere no contexto da era da informação,
se apoia na tecnologia das redes e é uma resposta da área da
educação ao desafio de “atualizar” pessoas neste universo de
conhecimento em permanente mutação. A Escola Virtual é um sistema
baseado em computadores que possibilita a comunicação entre
estudantes, a instituição de ensino e seu corpo docente e
administrativo, independente de tempo e espaço. O objetivo é manter
em constante evolução um ambiente flexível para comunicação entre
estudantes e instituição para ministrar cursos, trocar mensagens,
participar de grupos de interesse, etc. O uso da tecnologia pode
beneficiar o aprendizado através de:
• permitir ao estudante uma interação mais ativa;
• permitir que o professor expresse o conteúdo do curso em vários
formatos;
• aumentar as alternativas de recursos à disposição da aula e do
estudante;
• aumentar as oportunidades de interação entre professores e
estudantes e entre estudantes;
• reduzir barreiras para o uso de serviços da instituição;
• aumentar a produtividade das pessoas que apoiam o ambiente
de aprendizagem.
A Escola Virtual é a expansão eletrônica do campus.
“A Escola Virtual se constitui num espaço onde estudantes podem
receber instruções, colocar questões, fazer perguntas, conduzir
análises, resolver problemas e elaborar projetos individuais ou em
grupos, independente de tempo e espaço. Se apoia na manutenção de um
ambiente de comunicação eletrônica voltado para produção e
transmissão de conhecimento.”
APRECIAÇÃO PESSOAL
Conforme assinalou o Diretor Geral da Faculdade Carioca, professor
Celso Niskier,
“as modernas formas de comunicação eletrônica, como a Internet,
estão provocando uma mudança radical no paradigma educacional do
mundo inteiro.
Abandonando a sala de aula tradicional, cujo modelo de ensino de
massa e compartimentalizado remonta à Era Industrial, estamos
ingressando, hoje, na era da escola virtual, onde o ensino acontece
a qualquer hora, em qualquer lugar.
A confluência da Informática na Educação com Ensino à Distância via
Internet, será a base deste novo paradigma, que mudará drasticamente
o ambiente da sala de aula tal como hoje a conhecemos”.
Em minha opinião, este é realmente o caminho que irá seguir,
rapidamente, a Educação à Distância ou o que denominamos Escola
Virtual.
Os avanços tecnológicos estão propiciando rápidas transformações nos
sistemas de produção, ao mesmo tempo em que promovem ampla
integração dos países a um contexto internacional ampliado (globalização).
Essas inovações tecnológicas exigem um sistema educacional renovado,
que estimule os alunos a aprenderem as novas técnicas de trabalho. A
adaptação do sistema antigo às inovações tecnológicas vai requerer,
antes de mais nada, novos modelos curriculares.
O estudante precisa adquirir novos conhecimentos e novas técnicas
para acompanhar as transformações das atividades produtivas e as
novas exigências do mercado de trabalho. Mas, ao mesmo tempo, não se
pode perder o sentido de temas tradicionais como o da educação para
a cidadania – eis que cada vez mais as facilidades dos sistemas de
comunicação vão promover maior convívio social e maior consciência
das questões relacionadas à representação política da sociedade
civil.
A introdução de novas tecnologias na educação deve evitar apenas
“vestir o velho com roupas novas”, como seria o caso dos livros
eletrônicos e cursos na Internet que apenas repetem os velhos
conteúdos. É preciso evitar que as aulas em vídeo sejam iguais às da
sala de aula, de hoje, ou que os textos divulgados pelos
microcomputadores sejam mais limitados que os livros atuais.
O uso das inovações tecnológicas deve contribuir para a renovação
das práticas pedagógicas, o que significa outras concepções de
conhecimento do aluno e do professor, na formulação do processo
ensino-apendizagem. É importante ressaltar que o onstrutivismo tem
sido a abordagem mais utilizada para a utilização dos meios
propiciados pela informática, embora a idéia da construção de
conhecimento tenha sido tratada muito antes, por autores como Piaget,
Vigotsky, Wallon, Freud e Paulo Freire. A visão construtivista
considera que o estudante constrói seu conhecimento através da
interação com a realidade, e não através de um processo em que o
conhecimento seja adquirido ou transmitido.
O estudante pode ter um papel ativo ou passivo em relação à
aprendizagem. No processo tradicional, o aluno interage com o
conteúdo apenas visando a sua avaliação. No construtivismo, o aluno
desenvolve uma abordagem profunda para adquirir consciência do que
consiste aprender. O alvo do processo educativo deixa de ser a
memorização e passa a ser a reflexidade. As novas tecnologias,
portanto, tenderão a permitir uma maior interatividade entre aluno e
o meio eletrônico onde se efetuará o processo de aprendizagem, fato
que promoverá, com certeza, toda espécie de práticas de caráter
construtivista.
CONCLUSÃO – A ESCOLA VIRTUAL
O livro “A Caminho da Escola Virtual” foi escrito em 1995, por dois
renomados professores, Antonio Carlos de Azevedo Ritto e Nery
Machado Filho, veteranos profissionais que aliam o exercício
acadêmico com a prática do trabalho na área da Informática, onde
militam há 30 anos e 20 anos, respectivamente. O presente estudo é
um ensaio sobre os novos paradigmas surgidos no campo da educação à
distância, com o
advento da Internet. Ele focaliza, especialmente, a atividade
pioneira que vem sendo desenvolvida pela Faculdade Carioca, através
da criação da Universidade Virtual – UNIVIR.
Conforme dizem seus autores,
“Este projeto visa a implantação do conceito de Escola Virtual – um
ambiente para desenvolvimento de instrumentos de ensino baseado na
utilização dos recursos de Informática, para disponibilização de
cursos a serem realizados de maneira interativa, à distância, via
computador, on-line e com assistência de professores e estudantes
que busquem capacitação – a qualquer hora, de qualquer lugar.
O conhecimento estará disponível no espaço virtual da escola e, de
casa, do trabalho ou da rua, a pessoa ‘está’ na Escola Virtual a
partir do momento em que conecta seu computador com modem e,
dependendo do curso, características de vídeo e áudio. Todo o
material do curso pode ser enviado por correio eletrônico e a
interação de “sala de aula” feita on-line.
Participar do espaço virtual da escola é desafiador em termos
intelectuais e extremamente gratificante em termos pessoais. Cada
vez que a pessoa “vai à escola” através da conexão de seu computador
encontrará uma discussão em andamento. Um professor faz uma
conferência, provê recursos, formula e responde questões designa
atividades e tarefas, acompanha o progresso dos estudantes, oferece
feedback, públicos e particulares, individuais, tudo através do
correio eletrônico”.
As considerações expendidas pelos autores de “A Caminho da Escola
Virtual” e as que ousei agregar, neste resumo, vão na direção da
consagração da iniciativa pioneira que, há cinco anos, vem sendo
realizada pelo professor Celso Niskier. Ao que tudo indica, a UNIVIR
terá todas as condições para realizar o objetivo de prover Educação
à Distância, em benefício dos milhões de estudantes brasileiros que
carecem de uma linha bem estruturada e confiável de educação
continuada.
O Brasil está, evidentemente, muito atrás de países como os Estados
Unidos, o Canadá, o Japão e a União Européia, onde a educação à
distância já configura uma realidade.
Os Estados Unidos já contam com 18 milhões de quilômetros de cabos
ópticos, enquanto o Brasil, bastante atrasado, não passa de 700
quilômetros. Isso depende de grandes investimentos, que, no momento,
não estamos fazendo. Enquanto isto, os norte-americanos se preparam
para investimentos de 2 trilhões de dólares, na próxima década,
somente para implantação de super highways cibernéticas (fibras
óticas para o fluxo de informações via bytes). Quem cuida disso
pessoalmente é o vice-presidente Al Gore.
O nosso País já tem 7 mil computadores interligados, no começo do
que se pretende seja um sistema avançado de comunicações. Mas ainda
há um longo caminho a ser percorrido.
O Projeto Universidade Virtual da Faculdade Carioca produz
contribuições nas dimensões tecnológicas e pedagógica, com
conseqüências na dimensão social. O projeto pretende contribuir para
minimizar ou até reverter uma conseqüência socialmente cruel do
avanço tecnológico que, cada vez com mais intensidade, exclui as
pessoas das comunidades carentes da possibilidade da inserção social
pela via do conhecimento e da educação formal.
Na dimensão tecnológica, o projeto proporcionará exercícios em todas
as manifestações da informática, incluindo pesquisas na área das
linguagens de programação, ambiente de desenvolvimento de softwares
educacionais, formas de uso e de atuação nas redes, engenharia de
interfaces, ergonomia na busca da melhor e mais adequada relação
homem-máquina no uso das redes para transmissão de conhecimento.
Na dimensão pedagógica as contribuições têm conotações ainda mais
profundas.
A didática e a pedagogia a serem adotadas quando se utilizam os
instrumentos de informática na educação não está determinada. Quando
se usam as características das telecomunicações é grande o conjunto
de indagações sem respostas.
O exercício da Faculdade Carioca no espaço virtual cria oportunidade
irrecusável para a investigação científica do comportamento de
alunos e professores e da adequação dos diversos métodos que serão
adotados e experimentados.
É intenção acompanhar de maneira formal cada curso de cada
manifestação no espaço virtual, visando a alimentar a busca das
melhores formas de agir, de instrumentos e de metodologias a adotar.
Estão também cogitadas no projeto experiências do uso do conceito do
espaço virtual com alunos dos 1º e 2º graus para que se investiguem
diferenças ao tratar adultos e crianças e suas relações com a
virtualidade.
Avanços no domínio da Escola Virtual promoverão maior produtividade
na escola e propagação de benefícios levando, através das
telecomunicações, conteúdos de qualidade a todos os lugares.
A introdução de novas tecnologias na educação deve evitar apenas
“vestir o velho com roupas novas”, como seria o caso dos livros
eletrônicos e muitos cursos na Internet que, com auxílio da
tecnologia moderna, apenas repetem e reproduzem os velhos conteúdos
e processos de aquisição de conhecimento. É preciso evitar que as
aulas em vídeo sejam didática e metodologicamente iguais ou
inferiores às da sala de hoje, ou que os textos divulgados pelos
microcomputadores sejam mais limitados que os livros atuais. Deve
existir, portanto, algum diferencial qualitativo, de forma que o
estudante se veja envolvido e interessado em aprender utilizando
esses novos meios e recursos dos que passou a dispor.
É esse o objetivo que se propõe alcançar a Faculdade Carioca, com o
seu “Projeto Universidade Virtual (UNIVIR).
Professor Elias Celso Galvêas.
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