Leitura/compreensão, escrita e sucesso acadêmico: um estudo de
diagnóstico em quatro universidades portuguesas II
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Estratégias de aprendizagem de leitura, compreensão e escrita
Para se
levar a cabo a análise dos dados relativos à freqüência de
utilização das estratégias de estudo associadas à leitura e escrita,
começamos por, para cada item, estudar os valores assumidos pela
média, moda e desvio-padrão, como podemos observar na Tabela 1.

Os
resultados obtidos permitem apontar as estratégias mais utilizadas
que se associam à releitura, utilização do contexto, capacidade de
captar as idéias principais de um texto (de entre as estratégias
mais associadas à leitura e compreensão) e tirar apontamentos nas
aulas, revisão de texto e utilização do vocabulário especializado
(de entre as estratégias mais associadas à escrita). Ao invés, as
estratégias menos utilizadas associam-se à troca de opiniões com os
professores sobre os livros lidos, recurso à citação (de entre as
estratégias mais associadas à leitura e compreensão) e pedido a
outras pessoas para revisão e utilização da gramática (de entre as
estratégias mais associadas à escrita).
A
relevância assumida por estas estratégias no contexto dos cursos de
ciências e engenharias é consistente com diversos estudos sobre
estratégias de aprendizagem no ensino superior. Salientamos os
desenvolvidos por Gibbs (1992), que refere que a compreensão dos
conceitos-chave faz parte das exigências para o sucesso dos alunos
do ensino superior. Carrier (1983) afirmou que talvez não exista
outra estratégia de estudo tão defendida por alunos e professores
como tirar apontamentos durante a aula por que referiu que a
releitura se apresenta como determinante para o desempenho dos
leitores face à compreensão dos textos, por funcionar como uma
estratégia de resolução dos próprios problemas de compreensão
durante a leitura. Nesse sentido, a releitura juntamente com tirar
apontamentos, contribui fortemente para a própria memorização dos
conteúdos a partir dos textos. Por seu lado, Simpson & Randall
(2000) referem que a melhoria na utilização das pistas fornecidas
pelo contexto tem sido altamente recomendada por causa das suas
vantagens face às outras estratégias para melhoria das competências
ao nível do vocabulário.
Bailey &
Vardi (1999) e Vardi (2000) salientam ainda o papel desempenhado
pela utilização do vocabulário especializado e técnico como
estratégia fundamental para o desempenho dos alunos do ensino
superior, ainda que, simultaneamente, se constitua como uma das
principais dificuldades, neste domínio. Ao invés, as estratégias
menos utilizadas associam-se à troca de opiniões com os professores
sobre os livros lidos, recurso à citação (de entre as estratégias
mais associadas à leitura e compreensão) e pedido a outras pessoas
para revisão e utilização da gramática (de entre as estratégias mais
associadas à escrita). Apesar de se constituírem como as estratégias
menos utilizadas, a relevância assumida por estas estratégias no
contexto do ensino superior, é referida por diversos autores. No
caso da utilização da citação podemos referir que se trata de uma
estratégia que envolve a utilização dos conhecimentos assimilados
durante a leitura e que faz apelo a um relacionamento do material de
aprendizagem com a realidade diária. Por seu lado, a troca de
opiniões com os professores sobre os livros lidos faz apelo a um
relacionamento dos conceitos com a experiência diária, à distinção
das idéias novas do conhecimento precedente. Nesse mesmo sentido, o
pedido a outras pessoas para fazerem a revisão dos textos escritos
associa-se ao desenvolvimento de processos de interatividade e de
focalização no significado. Por fim, a utilização da gramática ao
associar-se essencialmente à necessidade de organizar e estruturar
os conteúdos sob a forma escrita, e dada a natureza do curso dos
estudantes da amostra, afigurase, de fato, como uma ferramenta de
estudo e aprendizagem de certa forma específica e que não se inclui
nas estratégias de utilização mais prioritária. Face a estes dados,
podemos observar que as estratégias com um nível mais elevado de
utilização estão essencialmente associadas a estratégias de treino e
que requerem um nível reduzido de abstração e pouco envolvimento
cognitivo por parte dos sujeitos pelo que poderíamos considerar que
se aproximam de uma abordagem superficial de aprendizagem. Na
verdade, as estratégias referidas revelam uma certa tendência para a
realização de aprendizagens pouco significativas e repetitivas ou
mecânicas, salientam a reprodução de conteúdos e uma certa
preocupação, sobretudo com a memorização da informação.
Por seu
lado, as estratégias com um nível mais reduzido de utilização estão
essencialmente associadas as estratégias de elaboração,
monitorização e envolvimento com a aprendizagem e que poderíamos
considerar que se associam a uma abordagem profunda, e, até certo
ponto, estratégica da aprendizagem. Com efeito, estas estratégias
associam-se, por um lado, à realização de aprendizagens
significativas, a uma disponibilidade por parte dos estudantes para
se envolverem na análise dos conteúdos com a intenção de compreender
ao máximo, à exploração das possíveis relações e interconexões com
conhecimentos prévios e experiências pessoais (Marton & Saljo, 1976;
Biggs, 1979; Entwistle, 1987). Por outro lado, relacionam-se também
com uma certa preocupação por parte do estudante na obtenção dos
melhores resultados, investindo o menor esforço possível sem deixar
de serem asseguradas às condições e materiais de estudo e atenção
relativamente aos métodos de avaliação (Marton & Saljo, 1976; Biggs,
1979; Entwistle, Hanley & Hounsell, 1979; Biggs, 1987; Ramsden,
1988, 1992; Trigwell & Prosser, 1991).
Na
verdade, este tipo de resultados é reconhecido em vários estudos,
como sejam o desenvolvido por Chaleta (2002), que concluiu que os
alunos do 1º ano (independentemente do curso) utilizam
predominantemente uma abordagem superficial associada a uma maior
preocupação com a memorização, reprodução, maior pessimismo e
ansiedade em relação aos resultados académicos e maior incapacidade
para trabalhar eficaz e regularmente, ao contrário dos alunos do 4º
ano que utilizam predominantemente uma abordagem profunda do estudo.
Nesse sentido, encontramos igualmente as conclusões de autores como
Entwistle (1990) e Richardson (2000) que desenvolveram diversos
estudos no domínio da aprendizagem no contexto do ensino superior e
que apontam para a idéia de que ao longo do percurso académico
assistimos a uma mudança de abordagem da aprendizagem.
Níveis de competência e dificuldades
O
cálculo do nível de competência teve como base a freqüência com que
os sujeitos utilizam as estratégias apresentadas pelo que foi
calculado um valor máximo de competência (100%), que corresponderia
ao total de itens considerados multiplicados pelo valor 5 (valor
máximo da escala de freqüência).
Face aos
dados obtidos relativamente à leitura/ compreensão, observamos que
cerca de 68,8% dos sujeitos se situam no nível 3 de competência,
15,9% no nível 2, 14,5% no nível 4 e 0,8% no nível 1, ou seja, de
uma forma geral, a maioria os sujeitos parecem revelar um nível
intermédio de competência. Já no que toca a escrita, atendendo à
distribuição dos sujeitos pelos níveis apresentados na tabela,
observamos que cerca de 58,3% dos sujeitos se situam no nível 3 de
competência, 33,3% no nível 2, 7,3% no nível 4 e 1,1% no nível 1, ou
seja, de uma forma geral, a maioria os sujeitos parecem revelar um
nível intermédio de competência (Tabela 2). Relativamente aos
valores obtidos na média para cada uma das competências observamos,
tendo como base às percentagens de competência obtidas, que a
leitura apresenta um valor de média (M=61,1; DP=2,8)
superior ao valor da média na escrita (M=54,2; DP=13,4).
Contudo, para compararmos as médias obtidas pelos sujeitos em cada
uma das competências, utilizamos o teste t de Student, que
nos indicou que existe uma diferença estatisticamente significativa
entre as médias das duas competências (t= 13,492;
p<0,05).

Relativamente ao nível de dificuldades que os sujeitos consideram
ter na leitura e compreensão e na escrita, os dados obtidos tiveram
como base uma escala de freqüência que variava entre Muito
raramente e quase sempre (Tabela 3).

Salientam-se, na Tabela 3, os dados relativos às percepções dos
sujeitos sobre as suas dificuldades ao nível da escrita, indicou que
37,6% dos sujeitos afirmam ter dificuldades “muito raramente”, 52,1%
“algumas vezes”, 7,4% “muitas vezes” e 2,9% “quase sempre”. Se forem
comparados os dados obtidos relativamente ao nível de dificuldades
na leitura e na escrita observase que, de uma forma geral, e
atendendo aos valores da média, os sujeitos parecem possuir um nível
mais elevado de dificuldades na leitura (M=3,24) do que na
escrita (M=3,18). Para comparação das as médias obtidas
pelos sujeitos em cada uma das competências utilizamos o teste t
de student, que indicou que existe uma diferença
estatisticamente significativa entre as médias relativas às
dificuldades nas duas competências (t=3,444; p=0,001).
A
análise dos dados relativos às dificuldades dos estudantes procurava
testar a hipótese de existir uma diferença estatisticamente
significativa entre o nível de dificuldades dos estudantes na
leitura e na escrita. Os dados obtidos revelaram que os sujeitos
apresentam valores intermédios de dificuldade em ambos os domínios,
embora apresentando diferenças estatisticamente significativas e que
indicam que os sujeitos possuem um nível de dificuldades mais
elevado na leitura do que na escrita. Estes resultados vieram,
contudo, contrariar o sentido imprimido à hipótese anteriormente
formulada, segundo a qual, os sujeitos apresentariam um nível de
dificuldades mais elevado na escrita do que na leitura e compreensão.
Essa conclusão vai de encontro à idéia defendida por muitos autores
de que a leitura apresenta aspectos de uma maior complexidade do que
a escrita, pelo processamento que implica ao nível da interação com
o conhecimento e ativação dos processos cognitivos e metacognitivos
(Stotsky, 1983).
Com base
nessas formulações as principais dificuldades dos sujeitos
centrar-se-iam precisamente na leitura e compreensão e, por
conseqüência, na escrita dos sujeitos e não a situação inversa como
advogamos, à semelhança de Applebee (1984), segundo a qual a
prestação na escrita influencia mais determinantemente a leitura e a
compreensão. Na verdade, parece-nos relevante analisar e discutir
estes resultados fundamentalmente à luz das características dos
sujeitos que constituíram a amostra deste estudo, ou seja,
estudantes do primeiro ano de cursos das áreas específicas das
ciências e engenharias. Nesse contexto específico, a leitura e a
escrita exigem uma qualidade de envolvimento para além da mera
aplicação de competências e que requer um elevado índice de atenção
e esforço, o que se torna bastante exigente para estudantes em
processo de transição, como é o caso. A esse nível, é requerido aos
estudantes que desenvolvam todo um conjunto de competências que vão
desde a capacidade de definição de objetivos e planificação até à
inferência e expressão escrita de índole crítica e argumentativa. Em
estudos como os apresentados por Chanock (2000) e Vardi (2000),
assistimos a uma realidade que vem confirmar as dificuldades ao
nível da compreensão dos conteúdos apresentados nas aulas, dos
enunciados dos problemas e demonstrações matemáticas, na inferência
lógico-matemática, na assimilação e utilização do vocabulário
técnico, na expressão de acordo com o estilo, capacidade de
argumentação, nível de coesão, coerência e clareza dos textos
redigidos.
Assim, o
fato de os estudantes referirem possuir um nível de dificuldades
mais elevado na leitura do que na escrita se poderá relacionar
igualmente com o fato de, nos primeiros anos do ensino superior,
especialmente no primeiro ano, o papel do estudante face ao
conhecimento e à aprendizagem ser bastante mais associado a um
esforço de aquisição e processamento de informação e respectiva
retenção do que propriamente a uma elaboração e composição associada
a processos de escrita elaborados e complexos que exigem um elevado
nível de competência e integração nos domínios bastante
especializados do estilo académico. No entanto, importa ressaltar
que este papel do sujeito que aprende face ao conhecimento que no
contexto do ensino superior o invade e até certo ponto o perturba
deverá ser encarado numa perspectiva o mais crítica, envolvida e
participante possível.
Disponibilidade para receber Formação e importância para sucesso
académico
Com base
nas suas dificuldades, os estudantes foram convidados a manifestar a
sua disponibilidade para receber formação, 60,9% dos participantes
revelaram disponibilidade para receber formação em leitura e 57,7%
em escrita.
Relativamente ao nível de importância que os sujeitos consideram ter
a leitura e compreensão e na escrita desempenham para o seu sucesso
académico, os dados obtidos tiveram como base uma escala de
freqüência que variava entre Sem importância e Muito importante
(Tabela 4). Os dados recolhidos indicam que 58,8% dos sujeitos
consideram que a leitura/compreensão muito importantes, 39,8%
importantes, 1,0% pouco importantes e 0,4% sem importância para o
seu sucesso académico.
Os dados
sobre o grau de importância atribuído à escrita para o sucesso
académico indicam que 54,5% dos sujeitos consideram a escrita “muito
importante”, 41,0% “importante”, 3,8% “pouco importante” e 0,7% “sem
importância” para o seu sucesso académico. Relativamente aos valores
obtidos na média para cada uma das competências, observamos que a
leitura apresenta um valor de média superior ao da média na escrita
(M da leitura/compreensão=3,57 e M da
escrita=3,49). Ao compararmos a validade estatística da diferença
das médias obtidas pelos sujeitos em cada uma das competências,
utilizamos o teste t que nos indicou que a diferença registrada
entre as duas médias é significativa (t=-40,0; p<0,05).
Os resultados obtidos indicam-nos que, de uma forma geral, os
sujeitos tendem a considerar mais importante a leitura/compreensão
do que a escrita para o seu sucesso académico.
De uma
forma geral, verificou-se que, na verdade, a maioria dos estudantes
considera a leitura/compreensão e a escrita muito importantes para o
sucesso académico. Embora a leitura tenha apresentado resultados um
pouco mais expressivos e cujas diferenças se revelaram
estatisticamente significativas, o que nos levou a reforçar a idéia
de que a capacidade de ler e compreender os conteúdos na área das
ciências e engenharias poderá ser mais importante do que
propriamente a expressão dos conteúdos e idéias por escrito. Tendo
em conta que nos estamos a debruçar sobre a influência e importância
que estas competências têm para o sucesso dos estudantes, é
compreensível que as justificações dos sujeitos para o nível de
importância atribuído para o seu sucesso académico se orientem mais
precisamente para esta vertente dirigida aos seus cursos do que para
a formação do indivíduo de uma forma geral, pelo papel que
desempenham no acesso ao conhecimento (leitura e compreensão) e
expressão (escrita).
Leitura, compreensão e escrita e sucesso académico
Os dados
obtidos por meio do estudo da hipótese de existir uma correlação
entre a competência dos sujeitos na leitura e na escrita e o seu
sucesso académico indicaram-nos que podemos confirmar a hipótese e
estabelecer uma correlação positiva, aceitável e estatisticamente
significativa entre as duas variáveis, tendo estes valores de
correlação sido ligeiramente mais expressivos no caso da leitura e
compreensão (leitura/ compreensão: r=0,398; p<0,05;
escrita: r=0,306; p<0,05). Dessa forma, vemos corroborada,
pelos dados, a idéia de que as competências de leitura/ compreensão
e escrita se associam, de uma forma aceitável e estatisticamente
significativa ao sucesso académico dos estudantes.
Esses
resultados demonstraram-se consistentes com os estudos anteriores
que encontraram uma correlação estatisticamente significativa entre
os resultados obtidos por Ritchard, Romero e Muller (1999) com
alunos universitários num teste de leitura e a sua média (G.P.A).
Também num estudo conduzido por alunos do ensino superior (Cochise
College Report, 1990) foi encontrada uma correlação positiva entre
os resultados obtidos no teste de leitura “Nelson-Denny”, ou exame
de leitura e compreensão de “Nelson-Denny”, e o desempenho académico
dos alunos. Os mesmos resultados já haviam sido obtidos com o
referido teste, Spiller e Hall (1978), por Gudan (1983), por Wood
(1988 e 1987) e por Hurov 91987), que encontraram uma correlação
positiva entre as notas dos alunos nos testes de leitura e o seu
desempenho na média final de curso. Já no que toca à escrita, Hodges
(1990) encontrou uma correlação positiva entre a competência na
escrita (English composition test) e as notas dos alunos.
CONCLUSÃO
De uma
forma global, considera-se que este estudo vem, de certa forma,
fundamentar a idéia de que as competências de leitura/compreensão e
escrita desempenham um papel central no contexto do ensino superior.
Centrando a atenção nos dados obtidos, observa-se que estes remetem
para um índice de utilização elevado de ambas as competências (sem
que diferissem estatisticamente), fundamentalmente por razões
relacionadas com as tarefas acadêmicas e que, de entre as
estratégias apresentadas, as mais utilizadas corresponderam às que
encerram um menor grau de complexidade e se aplicam mais diretamente
às necessidades imediatas dos estudantes aproximando-se de uma
abordagem superficial de aprendizagem.
Baseando-nos
na freqüência de utilização de estratégias específicas foram
aferidos os níveis de competência que revelaram que os estudantes
evidenciam um nível mais elevado de competência no domínio da
leitura, que consideraram, simultaneamente, a competência mais
determinante para o seu sucesso académico em desfavor da escrita
embora assumindo ambas um papel de grande destaque. Observamos ainda
que a leitura representa, simultaneamente, também o maior foco de
dificuldades face às quais a disponibilidade para receber formação
também se revelou mais premente.
Este
estudo permitiu-nos igualmente ressaltar a associação de tais
competências com o sucesso académico dos estudantes do ensino
superior embora a natureza do estudo não permita estabelecer
relações de causalidade. Contudo, foram obtidos indicadores que vão
no sentido do estabelecimento de uma associação entre variáveis e
que aponta para a relação natural entre competência e desempenho. De
acordo com os dados obtidos, a competência de leitura parece
igualmente estar mais associada ao sucesso académico dos estudantes
do que a escrita, idéia esta que vai ao encontro à opinião formulada
pelos alunos de que esta seria, na realidade, a competência mais
importante para o seu sucesso académico.
Os
próprios dados obtidos indicam que os estudantes com um maior índice
de dificuldades tendem a manifestar menos interesse para receber
formação especializada e que os estudantes mais competentes em ambos
os domínios manifestam mais interesse em receber formação, embora
tendam a considerar estas competências menos importantes para o seu
sucesso académico do que os alunos menos competentes. Nesse sentido,
o fato de os estudantes mais competentes tenderem a manifestar mais
disponibilidade para receber formação vem no sentido de corroborar a
idéia de que a competência nestes domínios, ao associar-se a um
desempenho bem sucedido ao nível académico, incorpora atitudes
auto-reguladoras e de monitorização que incluem o interesse pela
participação em atividades de formação neste domínio.
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1 Professora Coordenadora do Instituto Superior
Politécnico Gaya, Portugal
2 Professor Catedrático da Universidade de Aveiro,
Portugal
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